segunda-feira, 1 de maio de 2017

Rams - Reunião de Antropologia do Mato Grosso do Sul


A Reunião de Antropologia de Mato Grosso do Sul/ RAMS, ocorrido entre os dias 05 e 08 de abril objetivou promover a reunião dos antropólogos  e das antropólogas que atuam no Estado de Mato Grosso do Sul e demais profissionais de áreas semelhantes, visando partilhar a prática  refletir a história desta região, assim como as perspectivas de futuro e organização deste seguimento.

As atividades contaram com a participação do professor Lourival dos Santos, doutor em História pela USP e do Marcelo Souza, antropólogo do INCRA/MS, que ofereceram uma oficina com o tema Comunidades Quilombolas em Mato Grosso do Sul. A oficina buscou compreender o que o que é um quilombo? ” Partindo dessa pergunta para explorarmos as concepções que os participantes da oficina têm sobre essas comunidades. O objetivo foi refletir sobre os conceitos que dominam o imaginário sobre o conceito de quilombo no passado e no presente. Para os educadores presentes foi uma oportunidade de pensar estratégias de explorar o assunto em sala de aula. O estudo sobre comunidades quilombolas pode abrir espaço para temas importantes para toda a sociedade e para estudantes em particular: o racismo no Brasil, a história do movimento negro, a história da colonização de terras sul-mato-grossenses. Partiu-se das perguntas dos participantes para apontar propostas de investigação que pudessem ser levadas para o ensino fundamental e médio.







Além da oficina, também ocorreu um Grupo Temático para a discussão de trabalhos sobre a temática de Comunidades Quilombolas no Mato Grosso do Sul. A proposta desse Grupo de Trabalho foi congregar estudiosos que se debruçaram sobre essas comunidades em nosso estado, para fazermos um levantamento do “estado da arte” em que se encontram as pesquisas sobre essas comunidades que se encontram entre a legitimidade de suas tradições comunitárias e os desafios da modernização. As comunidades quilombolas em Mato Grosso do Sul, em que pese a denominação histórica relativamente recente, tem presença relevante na povoação e na história de nossa região. Desde o final do século XIX e início do século XX, levas de colonizadores negros adentraram às terras do antigo estado de Mato Grosso, contribuindo para o processo civilizatório que hoje forma nossa sociedade. Apagados por correntes historiográficas que sempre contribuíram para o branqueamento da sociedade brasileira, desde a Constituição de 1988, assumiram papel de relevo no movimento negro nacional.Os antropólogos a muito identificaram as “comunidades negras rurais” como fenômeno peculiar de nossa cultura. Gilberto Freyre registrou a importância de negros trazidos da África na introdução da pecuária no sul do Mato Grosso. Hoje, portadores desse lastro histórico, essas comunidades lutam pelo reconhecimento de seus territórios tradicionais, como direito constitucional.






Por Yasmin Falcão 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Visita técnica do professor Meihy - recordando 2016


Olá!

Hoje foi dia de lembrar da visita do professor Sebe Bom Meihy no ano de 2016 a cidade de Campo Grande/MS.
Nessa ocasião, o professor proferiu a palestra "As metamorfoses do Saci", falando sobre a reelaboração do mito do Saci e sobre o contexto cultural brasileiro. Aproveitando, o professor Sebe Meihy acompanhou o professor Lourival Santos a uma visita técnica na comunidade Furnas do Dionísio. 









Por Yasmin Falcão 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Semeando Ancestralidade em Escolas Quilombolas: Alunos protagonistas e professores pesquisadores

Olá!  

Usaremos esse espaço para compartilhar as experiencias do projeto Semeando Ancestralidade em Escolas Quilombolas. O projeto visa a parceria entre agentes da Universidade Federal de Mato Grosso do sul e professores da escola Zumbi dos Palmares em Furnas do Dionísio.
O dia 08 de abril reuniu-se o NEABI, o GEPEH e os professores da escola Zumbi dos Palmares em Furnas do Dionísio, aonde está em andamento a formulação de um currículo quilombola. Para o primeiro fim de semana de abril, foi programado um debate que visava sistematizar as Diretrizes Nacionais Quilombolas para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Vê-se a necessidade de surgir dos professores as demandas que serão trabalhadas na escola, pois são eles inseridos no cotidiano e na cultura escolar que no espaço encontra-se.
A reunião foi uma continuação dos trabalhos em andamento. Procurou-se apresentar a devolutiva do encontro passado. Essa metodologia é importante pois os professores se encontram participantes de um processo de construção pedagógica, política e de transformação e percebem que a cada encontro refletem sobre o espaço escolar que  é vivido.
É proposto nos encontros o debate acerca do papel do aluno enquanto protagonista do currículo quilombola, e o professor como mediador e direcionador dos conhecimentos que possuem e que adquirem. O último encontro funcionou principalmente no intento de fomentar a pesquisa em educação e a formação curricular quilombola.
Procurou-se entender os saberes que os professores constituem a respeito da comunidade. A metodologia estabelecida foi o retorno de suas falas, que foram transcritas em encontros passados, entendendo-as como um discurso cerceado por uma consciência histórica e formação cultural. Retornar a essas falas propôs que os professores reflitam sobre os conhecimentos ressignificados ao longo do projeto.
A intensão é fornecer subsídios para que os professores pensem nas demandas localizadas na escola, colocando os alunos como protagonistas. Discutindo sobre estratégias de controle e poder, a dimensão e organização espacial da sala e símbolos da subalternidade impostos em questões de gênero.
O projeto dimensiona a construção de identidade quilombola na escola Zumbi dos Palmares e na comunidade Furnas do Dionísio. É fundamental tocar na memória da comunidade e na história da escola buscando os saberes do cotidiano da comunidade ao ensino de História, Ciências, Matemática, Português e outras disciplinas escolares.

Dessa forma proveitosa, desejamos que os trabalhos continuem.





segunda-feira, 13 de março de 2017

Projeto Semeando Ancestralidade em Escolas Quilombolas

Caros leitores

É com alegria que retomamos as postagens em nosso blog. Daremos ênfase a projeto de pesquisa e extensão realizado em duas escolas situadas em comunidades Quilombolas ao redor de Campo Grande (MS).
As comunidades Quilombolas são Tia Eva e Furnas do Dionísio.
Aguardem em breve novidades!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Mais sobre o NEABI UFMS. Será nesta quinta dia 19. Esperamos vocês.



É com satisfação que convidamos vossa senhoria para a mesa de abertura da primeira atividade acadêmica pública do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e indígenas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (NEABI-UFMS) que ocorrerá no dia 19 de novembro de 2015, no auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) do Câmpus de Campo Grande, a partir das 18 horas com atividades culturais, seguida de palestra com professor convidado (a programação completa está abaixo). Teremos também atividades abertas ao público durante o dia 20 de novembro, dia nacional da consciência negra e para as mesmas, está também convidado(a).
O NEABI-UFMS constituir-se-á por pesquisadores da nossa universidade, desde alunos de graduação aos de pós, por professores e ativistas que se proponham a estudar problemas relativos aos negros e indígenas na sociedade brasileira em geral, e na sul-mato-grossense, em particular. A história da África e sua cultura também serão alvos de nossas preocupações.
Pretendemos aglutinar as forças sociais que atuam em prol da promoção da igualdade racial e étnica e difundir o respeito às diferenças, sejam elas físicas, culturais, de gênero e combater toda a forma de intolerância dentro e fora da universidade.
Para isso, pretendemos dialogar com os movimentos sociais, com os poderes públicos para que nossos estudos e pesquisas sejam instrumentos de transformação e melhoria das condições de vida dos grupos que pesquisamos, para quem sejam muito mais que objetos de estudo, mas colaboradores na construção de conhecimento.
A exemplo do que já ocorre em outras universidades brasileiras que já tem seus NEAB(I)s queremos estimular a criação de grupos de estudos, oferecer cursos de extensão e dar visibilidade à pesquisas que já realizamos sobre negros e indígenas.
Já era hora de nossa universidade dar esse primeiro passo, contamos com vossa presença para que nos empurrem para darmos mais passos, cada vez maiores e rápidos em direção aos desfavorecido da sociedade brasileira.
Axé!
Prof. Dr. Lourival dos Santos e Prof. Dr. Antônio Hilário Urquiza
(Coordenadores  do NEABI-UFMS)



Programação do Seminário de Instalação: ‘Iniciação’ do NEABI:
Local: Auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), Câmpus Campo Grande da UFMS
Dia 19 de novembro (a partir das 18 horas):
Banquete do Orixás:  barraca de acarajé e outras iguarias da culinária afro-brasileira
Apresentação de tambores: Comunidade Negra São João Batista
Mesa de Instalação do NEABI da UFMS
Palestra: Profa. Dra. Giovana Xavier (UFRJ): Professoras Negras na Primeira Pessoa: Ensino de História do Pós Abolição e Pesquisa Ativista”.
Dia 20 de novembro
09h-12hs: Mesa Redonda: “Ensino de História e Culturas africanas e afro-brasileiras na Educação Básico: exposição de experiências de licenciandos e professores de Campo Grande e MS”.
Comentadoras: Profa. Dra. Jacira Helena do Vale Pereira Assis (UFMS), Profa. Dra. Eugênia Portela de Siqueira Marques (UFGD), Profa. Dra. Maria de Lourdes Silva (UEMS)
Coordenação: Profa. Dra. Maria Lima (UFMS)
14-16s: Entrevista Pública: Chamyr A Jean (Haiti) e Prof. Me. Paulo Baltazar (Povo Terena). Entrevistados por Prof. Dr. Lourival dos Santos (NEABI-UFMS)
16-18hs: Palestra: Prof. Dr. Álvaro Pereira do Nascimento (UFRRJ): “O Jongo, as Terras, as Vidas de Jovens Negros: Possibilidades de Ativismo Cultural e Acadêmico”.

INSCRIÇÕES: 




Dia 15 de novembro: Missa Afro-Brasileira, comunidade São João

Domingo emocionante.  E mais uma  demonstração contra a intolerância.
Viva Olorum, Oxálá e Nhanderú. O Deus de todas as cores!











domingo, 8 de novembro de 2015

"INICIAÇÃO" DO NEABI UFMS




19 E 20 NOVEMBRO 2015
“INICIAÇÃO” DO NEABI UFMS
Seminário de lançamento do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Programação:
Dia 19 novembro: Banquete dos orixás (a partir das 18 horas): barraca de acarajé e outros alimentos de origem africana, apresentação tambores da Comunidade São João Batista; palestra com a professora Giovana Xavier (UFRJ).
Dia 20 de novembro: (a partir das 9 horas):  Mesa redonda:  Reeducação étnico-racial no ensino básico; Entrevista Pública com lideranças de movimentos sociais; palestra com o Professor Álvaro Pereira do Nascimento (UFRRJ).

INSCREVA-SE E RECEBA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA. : NEABI.UFMS@GMAIL.COM

SESSÃO SOLENE DIA 19 NOVEMBRO:
18 HORAS

PALESTRA COM PROFA. DRA. GIOVANA XAVIER (UFRJ): ”PROFESSORAS NEGRAS NA 1ª PESSOA: ENSINO DE HISTÓRIA DO PÓS ABOLIÇÃO E PESQUISA ATIVISTA”

MESAS REDONDAS SOBRE EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL E PROBLEMAS CONTEMPORÂNEOS DE ÍNDIOS E NEGROS EM MS

DIA 20 NOV: 16 HORAS
PALESTRA COM PROF. DR.ÁLVARO P. DO NASCIMENTO (UFRRJ)
“O JONGO, AS TERRAS E AS VIDAS DE JOVENS NEGROS: POSSIBILIDADES DE ATIVISMO CULTURAL E ACADÊMICO”


Local:
Auditório do CCHS
Câmpus Campo Grande

Breve, aqui programação detalhada.




domingo, 23 de agosto de 2015

Primeiro encontro presencial do curso Educação para as Relações Étnico-Raciais 2015: História e Culturas Africanas e afro-brasileiras

Ontem, 22 de agosto de 2015 (sábado) realizamos nosso primeiro encontro presencial no pólo de Campo Grande (MS) na Escola Estadual Maria Constança de nosso curso patrocinado pela SECADI/UAB por meio da EAD da UFMS.
Os presentes foram divididos em três grupos: acadêmicos de várias graduações; professores atuantes no ensino básico (de fundamental I a Médio) e educadores em espaços não formais.
Usamos a estratégia de nos colocarmos como mediadores de uma prática em sala de aula que incentive o aprendizado através da pergunta, problematizando nosso objeto de estudo: O Negro brasileiro no pós-abolição com abordagem que evitasse um ensino transmissivo,que privilegia a memorização de fatos, datas e conceitos.
Com isso,





























pretendemos que nossos acadêmicos planejam planos de aulas e atividades de intervenção em suas comunidades que façam dos conteúdos acerca da história e cultura de africanos e afro-brasileiros, mais do que apenas mais um conteúdo exótico. Queremos que o aprendizado se transforme em ferramenta de transformação e de superação das desigualdades raciais em todos os níveis, em particular na escola.
Destacamos a presença de técnicos da Secretaria de Estado da Educação do Mato Grosso do Sul (SED-MS), ativistas do movimento negro, acadêmicos e professores do ensino básico que interagiram com nossos tutores e a equipe do curso com o objetivo de pensarmos juntos as intervenções nas escolas e em outros espaços de formação.
Nosso próximo encontro presencial será dia 19 de setembro das 8 as 17 horas na escola estadual Hércules Maymonedes, entre a Avenida Joaquim Murtinho e Eduardo Zahran, ainda na capital de MS.
A troca de saberes e práticas enriqueceu-nos a tod@s e esperamos ampliar esse tipo de ação para tirar as leis 10.639/2003 e 11.645/2008 dos gabinetes.
Axé à todos os que participaram e que nos acompanham!

Inserção na Prática da Escola Quilombola Antônio Delfino Pereira: Primeiros Passos

Alunos e alunas do 1º Ano "A" e "B" assistindo o filme do "Kiriku e a Feiticeira". Em resposta as ações...