terça-feira, 1 de outubro de 2013

Final da sequência de Religiões Afro-brasileiras

 Por Iara Silva Souza

            Chegou ao fim no mês de setembro a sequencia sobre religiões afro-brasileiras na escola João Dantas Filgueiras,  que estava sendo aplicada na turma do 1°A, nas aulas de História cedidas pela Professora Rose, a sequencia elaborada pelas pibidianas Bruna e Luana contou também com a minha presença em sala enquanto observadora. O projeto foi bem recebido pelos alunos que no inicio demonstraram receio e curiosidade sobre o tema ainda pouco abordado no ambiente escolar, porem os alunos  foram muito solícitos em participar das atividades em grupos e das avaliações individuais com um pequeno destaque para um aluno, que pela simpatia durante toda a sequencia, nos chamou a atenção, Ezequiel Correa, que dentro de seu grupo era um dos mais entusiasmado com o trabalho que estava sendo feito em sala.
              O processo percorrido pela sequencia foi interessante por ter acontecido de uma forma crescente nos conteúdos abordados, começou com uma atividade diagnostica com imagens de orixás para serem identificadas pelos alunos, depois as aulas seguiram na explicação do conceito histórico em que estava inserida a maneira de como foram formadas as religiões afro no Brasil, tendo parte dessa explicação sendo feita através de musicas e vídeos, como as canções,  “Guerreira” musica titulo do álbum de Clara Nunes lançado em 1978, e “O canto das três raças” que   também da nome a outro álbum da cantora porem este lançado dois anos antes em 1976, a primeira canção teve como ponto forte a identificação entre os santos católicos e os orixás dentro do sincretismo religioso e a segunda na explicação de alguns conceitos sobre as características dos três povos principais na construção cultural e histórica do Brasil sendo eles o povo indígena, os  brancos e os negros.
            A utilização dos elementos de mídia  ajudaram a enriquecer a explicação da sequencia, o que colaborou para a dinâmica das aulas e fez aumentar ainda mais a curiosidade expressada pelos alunos.
            No ultimo dia da sequencia os alunos realizaram a avaliação final ao refazerem a produção do artigo de opinião onde receberam as notas finais que serão utilizadas na conclusão do 3° bimestre. Desse modo fica aqui os agradecimentos pela colaboração dos alunos e da Prof. Rose nas aulas sobre as Religiões Afro-brasileiras ministradas pelas discentes do curso de História/UFMS e pibidianas Bruna e Luana. 

            
Leitura de texto de apoio.

Alunos trabalhando em grupo.

Resposta de perguntas levantadas pelos próprios alunos.

Apresentação de slide com apresentação de imagens dos Orixás.

Realização das atividades (Analise de imagens, de letra de Samba e Diário de bordo)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Educação em Destaque

O PIBID-HISTÓRIA-UFMS mais uma vez foi destaque. Quatro bolsistas do grupo PIBID participaram no mês de julho do XXVII Simpósio Nacional de História. Nesse evento os alunos expuseram os resultados das sequências didáticas aplicadas no primeiro semestre desse ano na escola parceira João Dantas Filgueiras. Os bolsistas foram alocados em salas de discussões sobre Educação, Metodologia de Ensino e Ensino étnico racial. 
Os alunos que atuam no projeto que tem por meta trabalhar temas étnicos dentro da sala de aula foram destaque nas salas de discussões. Os elogios dos profissionais da área que assistiram as apresentações, trouxeram ainda mais credibilidade ao trabalho dos jovens que investem na Educação e no Ensino étnico racial. 


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sequência das Religiões afro-brasileira nas escolas.


             A aplicação da sequencia sobre religiões afro-brasileiras foi iniciada nesta terça-feira, dia 13, estávamos presentes Bruna, Luana responsáveis pelo projeto e Prof. Rose e eu como observadora do mesmo, apesar das expectativas e do nervosismo das responsáveis, a aula aplicada foi uma grata surpresa, pois os alunos foram receptivos as atividades e a nossa presença em sala de aula do 1° ano A.
           As primeiras atividades ministradas sobre as religiões foram diagnosticas feitas através de imagens, onde os alunos iriam escrever em uma folha de caderno o que estas imagens representavam para eles, isso ocorreu após a apresentação do projeto e da forma avaliativa que foram passados aos alunos por Bruna e Luana.
            Em contato com os alunos, enquanto ajudava alguns deles a compreender a atividade da aula, pude observar que nesta sala os alunos são satisfatoriamente educados e interessados, apesar de alguns bem tímidos ainda assim estão interessados, os alunos se dividiram em grupos havia um de garotos simpáticos no fundo, esses garotos foram os mesmos que notaram nossa presença na porta antes de começar a aula e foram nos recepcionar quando chegamos para a aplicação da sequencia, que ocorreu na 5° aula, fiquei meio desconfiada e cheguei e pensar: “esses meninos vão dar trabalho...”, pensei nisso, pois apesar da educação, com que nos trataram, estavam com muito senso de humor e pensei que seria difícil atrair a atenção deles para a aula, mas para minha surpresa eles não passaram dos limites com as brincadeiras e foram muito bem durante as atividades.
            Fiquei também apreensiva com um grupo de meninas que estavam mais a frente, dentre elas havia uma aluna um tanto arisca chamada Heloisa, bonita, articulada e aparentemente com respostas para “tudo”, olhou para nós com certa desconfiança, mas foi bem solicita com as atividades e quando cheguei perto do grupo, após a Luana ter explicado mais uma vez separadamente o que era para ser feito, foi simpática comigo revelando que entendia um pouco das imagens, pois revelou que sua avó era umbandista.
            Em relação às imagens as opiniões expressadas não diferem do que já era esperado, comentários sobre uma religião conhecida porem mal entendida pela maioria das pessoas, em decorrência disso se ouviu em sala algo como: “credo, isso é coisa de macumba...”, enfim coisas pelo qual se esperavam mas sem maiores conflitos, afinal é justamente para desconstruir um pouco esta imagem que a sequencia foi criada, os alunos apresentaram certa preguiça na ora de responder o questionário sobre as imagens mas conseguiram fazer a atividade, no primeiro dia bem foi tranquilo.
              No segundo dia de sequencia, na quarta-feira dia 14, estávamos na 1° aula, Prof. Rose, Bruna, Luana e eu, como no dia anterior, a continuidade da atividade era agora fazer uma leitura de um texto impresso sobre intolerância religiosa e escrever um pequeno texto com suas opiniões a respeito do que foi lido, os alunos estavam quietos e levaram a aula toda lendo e começando a fazer a primeira produção textual, estava absurdamente frio, e acho que isso colaborou para a tranquilidade da aula, no final muitos alunos disseram que teriam que ler o texto sobre intolerância novamente e pediram para levar para casa Bruna e Luana permitiram e na próxima semana os alunos se comprometeram a devolver o texto da sequencia juntamente com o escrito por eles.
             
 
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tudo pronto!

 No dia 13 de agosto de 2013 vamos iniciar mais uma sequência didática na escola João Dantas Filgueiras.
Como puderam acompanhar no blog, no ano de 2012 tivemos muitos projetos realizados em parceria com escola, dentre eles estava o de religiões afro-brasileiras. 
Nesse projeto, realizamos juntamente com alunos, entrevistas com pais-de-santo e mães-de-santo da cidade de Três Lagoas, com o objetivo de aproximar a escola e a sociedade desses assuntos. Mostramos através das entrevistas o que é a religião, qual seu objetivo, bem como as lutas que os praticantes vivem por conta da discriminação.
Neste ano, vamos aplicar a sequência nos dois 1° anos do ensino médio, o que abrange mais de 50 alunos. Focamos ainda mais nossos estudos. O tema tratado vai ser a História da Umbanda e seu contexto histórico. Por cerca de 14 aulas vamos trabalhar com os alunos questões como: escravidão negra e indígenas, era vargas, entidades da Umbanda e do Candomblé, intolerância religiosas, preconceito racial e muito mais. Pretendemos ensinar aos alunos mais do que conteúdos históricos, buscarmos ensinar a eles valores, principalmente o respeito e a tolerância ao diverso.
Estamos todos muito animados com início da sequência e não vemos a hora de começar.



Logo mais publicaremos os relatos e atividades da sequência!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

"XIRÉ" Mancala

Jogando Mancala com o 8º C

Durante o ano de 2012 e 2013 desenvolvemos, na escola João Dantas Filgueiras, uma sequência didática que tinha como instrumento mediador central da aprendizagem um jogo de origem africana chamado Mancala.
A palavra Mancala ou Mankala origina-se do árabe naqaala, que significa “mover”, “transferir”. Com o tempo, esse termo passou a ser usado pelos antropólogos para designar uma série de jogos disputados num tabuleiro com várias concavidades e com o mesmo princípio geral na distribuição das peças.
Jogos de tabuleiros conhecidos como Mancalas, também chamados de jogos de semeaduras ou jogos de contagem e captura. Esses jogos apresentam formas e denominações variadas, de acordo com a região de origem.  Alguns consideram que os jogos da família Mancala são os mais antigos do mundo, talvez na origem da própria civilização egípcia. Alguns alegam que tenha surgido a cerca de 2000 anos antes de Cristo, enquanto outros afirmam que o jogo tem mais de 7000 anos.
A difusão dos Mancala deve ter sido resultado dos movimentos migratórios ocorridos no interior do continente africano e, posteriormente, com a expansão do islamismo, a partir do século VII, houve também sua expansão para o mundo árabe.Representava desde ações religiosas até celestiais. Atraia vida e afastava espíritos. Estava presentes em todo o continente africano sendo chamado também de jogo nacional da África.
Propusemos a partir do jogo desenvolver uma sequência que fosse interdisciplinar. Nesta buscaríamos desenvolver capacidades cognitivas estimuladas pelos ensinos, tanto de História, quanto de Matemática, nos alunos.
Em relação a elaboração da sequência percebemos uma evolução na sistematização dos conteúdos históricos que seriam trabalhados no ano de 2013. Nesta segunda versão conseguimos sistematizar melhor as aulas e os conteúdos conciliando com o tempo que tínhamos.
Após o términos das sequências na escola fazemos uma avaliação dos pontos positivos e negativos, observando os relatos que escrevemos todo fim de aula, sobre o que aconteceu no dia, e os dossiês, pastas que contem todas as atividades desenvolvidas durante a sequência pelos alunos.
A sequência de 2013, esta sendo avaliada, para que seja modificado os pontos em que achamos que por algum motivo não deram certo, não influenciaram positivamente como imaginávamos na aprendizagem dos alunos, foco central da escola.
No ano de 2012 a sequência foi desenvolvida no quinto ano do ensino fundamental e no ano de 2013 trabalhamos com o oitavo ano "C".

Socialização da Atividade diagnóstica



Atividade Diagnóstica realizada no primeiro dia da sequência


 Atividade em grupo



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Licenciatura em Ação.

Na escola João Dantas, da rede de ensino público de Três Lagoas foi dado início em no mês de maio uma Sequência Didática para o 7º ano D. Esta sequência se constitui por atividades aplicadas em etapas, ocupando algumas semanas do calendário escolar, almejando resultados sócio construtivistas embasados nos teóricos da educação estudados no Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) do curso de História.
As atividades se embasaram em mapas histórico de diferentes períodos, sendo uma boa ferramenta de ilustração para os alunos entrarem em contato com o conhecimento.

Fig. 1: Sebastian Munster, 1553.
Fig. 02: Stuart McArthur, 1979.

Fig. 03: NASA, 1990.

 Estas atividades trabalhadas possibilitaram a criação de um texto final individual, onde o professor tem o papel profissional de realizar a mediação entre as ideias dos alunos e os conhecimentos trabalhos em sala:

Fig. 04: Texto Final das Grandes Navegações, 2013.


Interpretando esta Produção Final do aluno Lucas, podemos ver nitidamente a letra do professor (em fôrma) interagindo com a escrita do aluno. O educador precisa trabalhar como norteador das ideias que nas crianças e adolescente ainda não estão em consonância, se fazendo necessário uma ação para coordená-las.
Devido à necessidade de conter uma avaliação dos planos de ensino da escola, o Pibid precisou avaliar os desempenhos desses alunos. Não foi optado o uso de formas tradicionais para uma “média final”. Combatemos transformar o aprendizado em simples equação de “somar e dividir”. Foram aplicados uma Ficha de Avaliação, traçando objetivos a serem alcançados e avaliando este alcance.

Fig. 05: Avaliando os alunos, mensurando objetivos, 2013.

Houve sim reprovações usando este método de avaliação, mas estas fichas possibilitaram uma visão da sala, uma mensuração intangível do conhecimento/aprendizado.
As atividades do Pibid do curso de Licenciatura em História está galgando seu caminho em meio a outras licenciaturas, contando com o apoio de outros cursos, na foto abaixo, o acadêmico Guilherme Moralles, no 1º semestre de Letras ajudando na aplicação didática Grandes Navegações.

Fig. 06: Calouro do curso de Letras já em contato com sala de aula, apoiando a Sequência Grandes Navegações.

Segue abaixo algumas fotos dos alunos trabalhando ao longo dos quase dois meses de aplicação sequencial e na confecção de mapas:




"NÃO SE PODE FALAR DE EDUCAÇÃO SEM AMOR." (PAULO FREIRE)


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Lei vai triplicar cotas nas universidades federais até 2016.

23/12/2012 - 07h10

Uma grande mudança no perfil de calouros nas universidades públicas está em curso no país: em quatro anos, o número de cotistas nas federais deverá quase triplicar.
A alteração é imposta por lei federal --cuja implementação está em andamento-- que exige que as universidades mantidas pela União reservem até 2016 ao menos 50% das suas vagas para formados em escolas públicas.
Hoje, a partir de ações individuais, as cotas para esse público abrangem 19% dos postos, segundo levantamento feito pela Folha com as 62 universidades e faculdades federais do país -30 delas não têm nenhuma cota.
Em números absolutos, das 224 mil vagas, 42 mil estão reservadas para os estudantes da escola pública.
A vantagem para esses estudantes é que eles disputam postos somente entre si.
Sem as cotas, essas vagas tendem a ser ocupadas por estudantes de escolas privadas, que em geral recebem ensino de melhor qualidade.
A regra federal define também grupos específicos de alunos da rede pública que serão beneficiados. Os com baixa renda devem ocupar metade das vagas reservadas.
Ainda dentro da cota para escolas públicas, deverá haver postos reservados para pretos, pardos e indígenas.
A distribuição das vagas para esses alunos dependerá da proporção das populações no Estado sede da instituição, segundo o Censo do IBGE.
Ou seja, haverá uma combinação de cotas sociais, relativas à renda, com cotas raciais, relacionadas à autodeclaração da cor da pele. O denominador comum entre os cotistas é que todos deverão ter cumprido todo o ensino médio na escola pública.
A regra ficou 13 anos em discussão no Congresso e foi sancionada pela presidente Dilma em agosto. Já em 2013, as instituições deverão reservar 12,5% das vagas para estudantes da escola pública.
USP, Unesp e Unicamp estudam a adoção de proposta na mesma direção, a pedido do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).



PRESENTE
O impacto da política federal, com base em experiências já existentes, é difícil de ser projetado. Algumas escolas dizem não ter dados, caso da Unifesp, a primeira em São Paulo a adotar a política.
Os estudos disponíveis avaliam ações que, em geral, têm formato diferente do previsto na lei. Nesses trabalhos, uma conclusão comum é que os cotistas entram com desempenho pior, mas depois compensam a diferença.
A hipótese dos analistas é que os beneficiados valorizam a vaga e se empenham.
Ainda é desconhecido, porém, o efeito da cota de 50%.
Na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que reserva 45% de suas vagas, a taxa de evasão dos cotistas é menor que a dos demais.
Estudo na UnB (Universidade de Brasília) feito pelos pesquisadores Maria Eduarda Tannuri-Pianto (UnB) e Andrew Francis (Emory University-EUA) aponta que o aumento de negros na instituição não aumentou a diferença de rendimento que já existia em relação aos brancos.
A UnB reserva 20% das vagas para estudantes negros.
Além disso, a população beneficiada passou a disputar cursos mais concorridos.
Na Unicamp, onde há bônus no vestibular para alunos de escolas públicas e um adicional segundo a cor da pele, o abandono entre não bonificados e bonificados da rede pública é igual (24%). 
A taxa, porém, é um pouco maior entre pretos, pardos e indígenas (28%). A universidade decidiu manter a ação, e diz que o ganho na diversidade do campus compensa.

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
Colaboraram EDUARDO VASCONCELOS e VALMAR HUPSEL FILHO

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1205704-lei-vai-triplicar-cotas-nas-universidades-federais-ate-2016.shtml

Mercadante quer 100% dos royalties do petróleo para educação.

26/06/2013 - 13h33

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) disse nesta quarta-feira (26) que o governo defende a aplicação de 100%, e não de 75%, dos royalties do petróleo na educação, mas ponderou que deverá esperar a palavra do Senado, que analisa a matéria, para ter uma decisão a respeito na nova divisão.
A Câmara dos Deputados estabeleceu na madrugada desta quarta que 75% das receitas do petróleo serão destinadas para a educação. O projeto original, enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso em maio, previa 100% do montante para o setor.
Pela alteração realizada pelos deputados, os outros 25% desses recursos irão agora para a saúde. A norma terá efeito para União, Estados e municípios.
"Vamos aguardar a decisão do Congresso Nacional. Essa matéria ainda vai ao Senado. Vamos aguardar, porque o Senado estava votando o PNE [Plano Nacional de Educação] colocando 100% dos royalties dentro do PNE. Então vamos aguardar como o Senado vai se posicionar", disse o ministro.
"O governo é favorável ao 100% dos royalties do petróleo, mas evidentemente que nós respeitaremos a decisão do Congresso. Vamos aguardar a decisão", completou.
As regras valem para os recursos dos royalties e da participação especial referentes aos contratos firmados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção de petróleo. O texto segue para análise do Senado.
Foi estabelecido ainda que essa medida também será aplicada para contratos anteriores a essa data que ainda não tiverem a "declaração de comercialidade", que atestaria que já há produção.

TAI NALON
DE BRASÍLIA

Síndrome do 3º Ano

Relato de Aula 20/06/2013 - Turma 3º Ano EM

Durante a aula no terceiro ano do ensino médio, no dia 20, presenciei uma situação curiosa. A uma professora da escola, João Dantas Filgueiras - JODAFI, veio verificar se a turma entregou à seus pais uma notificação da escola. Ao perceber que a maioria dos alunos não havia entregado tal notificação, ela se decepcionou e alega que a turma está muito relaxada, que lhes faltava responsabilidades e disse por fim que isso era a Síndrome do 3º ano.
Parando para refletir sobre esta situação tenho certeza que a escola desconhece que os motivos para o terceiro ano ser assim, porém, suponho no mínimo que a escola também têm lá sua parcela de responsabilidade. Entendendo que numa relação entre professor e aluno e aluno e escola, há sem dúvidas uma troca de experiências é compreensível pensar que a falta de empenho de um terceiro ano também seja responsabilidade da escola. Afinal são anos de críticas e tentativas de tornar o aluno “disciplinado”, ou seja, sentado sem conversar com os colegas prestando apenas atenção na aula do professor. Não é de se espantar que o aluno perca a vontade de falar e de participar das aulas.
O rótulo para um problema da escola já foi achado, devemos agora pensar em estratégias por nossa parte, como educadores, para resolvê-lo.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

De que negros estamos falando?

Com o intuito de quebrar paradigmas representativos sobre o negro ao longo da história, neste segundo bimestre de 2013, um novo projeto foi desenvolvido com os alunos dos 9º A e 9º C na Escola João Dantas Filgueiras, sobre as representações dos negros na África do século XIX e no Brasil atual. As atividades foram desenvolvidas durante as aulas de História e  o conteúdo se baseou no Neocolonialismo e imperialismo europeu na África.

Em termos gerais, o principal objetivo do projeto foi tentar quebrar a visão do aluno sobre o negro representado apenas como escravo. Para isso foram realizadas várias atividades em que os alunos tinham que desconstruir imagens e fotografias de pessoas negras, africanas e ricas do século XIX. A atividade disparadora se deteve em pedir para os alunos levantar hipóteses sobre quem poderiam ser essas pessoas, sem que eles tivessem algum tipo de contato com o conteúdo a ser estudado. O Resultado foi o que se esperava, inúmeros alunos escreveram que aquelas imagens representavam um negro depois da escravidão, com uma vida um pouco melhor, mas não com um status social elevado. A dificuldade em ver o negro fora desse papel de escravidão, foi algo extremante presente.

Em atividades posteriores, os alunos elaboraram perguntas sobre o que deveriam saber sobre o período para compreender a política, a sociedade, a economia e a cultura do século XIX para então entender quem eram aquelas pessoas. Essa atividade de pesquisa foi realizada em livros didáticos, revistas e internet, para que os alunos pudessem ter várias respostas sobre um mesmo tema.


Já na reta final do trabalho, com hipóteses levantas e pesquisas realizadas, os alunos escreveram um texto relacionando as características da África do século XIX e a vida dos negros voltando à visão para os benefícios e os negros enriquecidos. Para tentar modificar de vez a visão escravocrata do negro, como última atividade os alunos elaboram um painel intitulado “SOU NEGRO E SOU...” neste painel foram recortadas imagens de pessoas negras da atualidade com a profissão em que atuava. Como resultado, obtivemos muitas imagens de negros como artistas, modelos, lutadores, inclusive presidente e juiz.
Praticamente encerradas as atividades, pode-se concluir que foi uma experiência muito gratificante enquanto regente e espero que para os alunos também, pois além de garantir um aprendizado diferenciado, considero ser muito esclarecedora por permitir uma análise mais profunda sobre a visão do negro perante a história e a representação que isso causa nos dias atuais.



terça-feira, 11 de junho de 2013

SNJ ampliará parceria com sistema de Justiça no enfrentamento à violência contra a juventude negra.


A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) está estreitando os laços com instituições do sistema de Justiça brasileiro para avançar no enfrentamento à violência contra a juventude negra. Na próxima quarta-feira (12) a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, fará uma apresentação do Plano Juventude Viva ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para iniciar o planejamento da parceria. [Leia Mais]

Inserção na Prática da Escola Quilombola Antônio Delfino Pereira: Primeiros Passos

Alunos e alunas do 1º Ano "A" e "B" assistindo o filme do "Kiriku e a Feiticeira". Em resposta as ações...